Um acólito é aquele sujeito que está sempre seguindo o padre na
hora da missa para servir e ajudar. A palavra acólito vem do verbo
acolitar, que significa acompanhar no caminho. Ele auxilia primeiramente
o padre ou bispo, mas também ao diácono. Basta ter alguém na celebração
litúrgica para o acólito entrar em cena, auxiliando.
Jesus sugere aos seus seguidores essa função ao dizer “
Vinde após mim, e Eu vos farei pescadores de homens”. E também deixa claro que o acólito deve ser um morto vivo por amor a Ele. “
Se
alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me
acompanhe. Porquanto quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem
perder a sua vida por minha causa, encontrará a verdadeira vida”.
(Mateus. 4:19 e 16:24,25) O peregrino discerne logo que é na caminhada
que se vive de fato; pois o chamado é para seguir, indo, servindo,
morrendo a cada dia para seus próprios conceitos e pré-conceitos.
A vida que se perde não é a capacidade de respirar e se locomover,
mais as pretensões de sermos prósperos em nossas idiossincrasias. É a
vida entendida como forma de prazer passageiro e superficial; onde nos
vejamos sendo servidos, como cabeça; tomando posse das “bênçãos” sem o
serviço na retaguarda. Conquistas como fruto de barganha, como mérito de
justiça própria, ou auto santificação.
Um acólito do Mestre Jesus, está sempre atento à Sua voz, para fazer o
que lhe agrada enquanto caminha. Não há maior prazer do que ser servo
nesta circunstância; andando após Ele, ouvindo seu falar para servir na
liturgia do seu ministério de amor, graça e misericórdia para com todos.
Embora esse ato de servir seja fruto da graça e do amor que
constrange o peregrino; ele sabe que será recompensado. Sim! Há
recompensa para o acólito do Reino dos Céus. Falando sobre serviço,
Jesus disse para Pedro o seguinte: “
Qual é, pois, o mordomo fiel e
prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo o
alimento? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier,
achar fazendo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus
bens”. (Lucas 12:42 a 44) .
Na caminhada, pouca coisa é de fato importante, mais o discernimento
dessa realidade, como responsabilidade, faz toda a diferença. Traz paz e
certeza de pertencimento ao servo acólito, atento aos passos de seu
Senhor. Sem estresse, no amor e na longanimidade do Espírito Santo. Ide!
Célio Alves Nogueira
E-mail: celioanogueira@gmail.com